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Kaio

 

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10 setembro 2010

Neutral Milk

O grande tédio das férias está a me atacar. Tanto é que hoje (quer dizer, ontem; Kaio, são 1 A.M.!) nem consegui ler mais do que 50 páginas de "A República", e passei a maior parte do dia no videogame ("Sonic & Sega All-Stars Racing", e um pouco de "Pokémon SoulSilver"). Felizmente, quebrei a rotina e visitei alguns familiares. Pude finalmente ver meu irmão recém-nascido (Mateus Augusto, filho do meu pai e de minha madrasta) e reencontrei minha avó materna e meus avós paternos.

Espero achar um lugar para sair à noite nesta sexta-feira. Prometi para mim mesmo que conheceria melhor a nightlife goianiense. Quanto ao sábado, praticamente já confirmei minha ida ao Porão do Rock. Aliás, preciso achar alguém para ir comigo... O motivo é o mais utilitário possível: pegar carona na volta, rs.

No mais, a semana em Goiânia vem sendo produtiva. Até estou mais auto-consciente e reflexivo sobre alguns dos meus defeitos. A questão é se estarei disposto a corrigi-los... 


Sobre o livro: Platão é tão moralista que, quando eu chegar na parte do texto em que ele faz sugestões mais radicais para a sua cidade ideal, é provável que ele consiga fazer até estas propostas mais heterodoxas soarem como o que há de mais belo, justo e adequado. Porém, não cairei na ladainha de considerá-lo (e a Sócrates) como apenas outro(s) sofista(s), embora favorecido(s) pelos rumos da História do Ocidente e blá blá blá. De fato, as preocupações dele são legítimas, mesmo quando exageradas. A sua concepção de educação me inspira tanto respeito quanto dúvida. Afinal, será mesmo possível evitar ao jovem em formação tudo que seja má influência? E, mesmo se for, quão saudável e desejável isso será? Pode ser que esta atitude apenas o deixe mais suscetível ao injusto e desviante - se, é claro, consideramos o "desejo do proibido" como algo quase inerente à condição humana.  
Só para fechar: acho que aprendi mais sobre teoria dos jogos com Trasímaco que com 5 semestres de Ciência Política. Ok, exagerei um pouco, mas percebi que aquilo que, hoje em dia, se propõe como o que há de mais científico no estudo dos dilemas sociais e do comportamento político, na verdade compartilha os pressupostos e perspectivas dos sofistas, apesar dos 2500 anos de distância temporal. Ex.: pessimismo antropológico, ceticismo quanto ao bem comum, avaliação do custo-benefício das ações, o interesse individual como ponto de partida etc. Ironical, huh?

 

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