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Kaio

 

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27 janeiro 2007

Happiness. Again!

Mais um dia fantástico.

Pela manhã, escola. Só aulas boas, me interessei por todas. Destaque para as duas de Geografia, não só porque eu amo essa matéria, mas porque o professor é muito bom, explicou a matéria de um jeito que até os 'tapados das Exatas' entenderam.

À tarde, festival Decibélica. Rock alternativo ("Alternativo a quê?" - "Oras, alternativo às bandas de rock, digamos, 'normais'. As bandas alternativas, além de mesclarem vários estilos de rock, fazem um som não necessariamente comercial e radiofônico, se dedicam ao rock por amor à arte."), e de graça! Cheguei lá pelas 16h com um amigo meu (o Gino), mas, como é de praxe em Goiânia, atrasou, só começando às 17h30. Como diria um presidente da Working Designs (não me lembro do nome dele), "Atrasos são provisórios, mas a mediocridade é eterna!".
Hoje, no entanto, tive até alguns motivos para me orgulhar da minha cidade. Acho peculiar o jeito com o qual o rock é lidado aqui. Não há aquela arrogância e pretensão do público roqueiro do Sul e do Sudeste - pelo contrário, os goianos parecem colocar a diversão e o 'do it yourself' como prioridades. Claro que o 'Goianiense way of life' pesa, portanto as pessoas daqui são bem descontraídas, às vezes até meio caipiras, mas é esse jeito serelepe que os torna peculiares. O rock 'n' roll por aqui não é uma entidade de "rebeldes sem causa", mas sim um estilo musical que vai tendo aceitação cada vez maior entre o público (alguns dizem que isso pode ser negativo, eu mesmo achava isso, mas depois do dia de hoje, revi meus conceitos - se rock ainda fosse ultra-underground em Gyn, seria um tédio!), e o local não ficou lotado simplesmente porque os shows eram gratuitos, mas também porque havia pessoas realmente interessadas em ver as bandas e 'fazer uma social' com outros fãs de rock.
A diversidade tribal era enorme - punks, emos, indies, metaleiros, góticos, Old-school rockers... e eu, hehe. Passei a maior parte do tempo conversando com o Gino, enquanto esperava as bandas realmente boas entre as 7 presentes. Até fui no shopping comprar uma Coca-Cola 600 mL (afinal, no barzinho do local só havia bebidas alcóolicas, que muito provavelmente foi a renda do festival, a quantidade de jovens e adultos bebendo cerveja - ou alguma coisa mais forte - era quase uma unanimidade. Quase, pois existe o Kaio.), e aproveitei para comprar um livro, "O Coração das Trevas", do Joseph Conrad. Parece ser ótimo, Coppola se inspirou em parte nessa obra para fazer o filme "Apocalypse Now".
Ah, e os shows bons vieram, sim - Johnny Suxxx and the Fucking Boys (glam rock com toques de indie, dançante ao extremo), Os Rockefellers (um rock mais pesado e bate-estaca, bem animado) e, principalmente, Réu e Condenado (na minha opinião, uma das melhores e mais divertidas bandas brasileiras dos últimos anos, o disco de estréia deles é impecável. O show foi perfeito, só tocaram as melhores; fiquei rouco de tanto cantar - gritando - as músicas!).

Cheguei em casa há menos de uma hora, com a sensação de que esse foi um dos dias mais bacanas do ano, senão o mais. Nem foi preciso otimismo da minha parte, pois a própria realidade se mostrou agradável e empolgante.

 

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