[Meu Facebook] [Meu Last.FM] [Meu Twitter]


 

 

Kaio

 

Veja meu perfil completo

 

 

 

 

20 julho 2006

Try, try, try and you'll always come to this conclusion...

Será que eu vou continuar insistindo no erro?
Meus ex-colegas de 8ª série me convidaram para ir a um jantar-reunião com eles amanhã, em uma pizzaria. Eu vou, mas já cético de que resultará em algo bacana. Mesmo assim, tentarei fazer o possível (o impossível) para que essa tentativa de sociabilização dê certo. Assim, pelo menos, caso falhar, eu poderei dizer "Eu tentei, eu tentei".

Falarei hoje sobre meus três 'enlatados americanos' favoritos.
1. Seinfeld é perfeito. Se eu fosse escolher a melhor comédia televisiva de todos os tempos, meu voto não seria outro. Nem nas ótimas Friends, M.A.S.H., Will and Grace ou mesmo Sex and the City - é em Seinfeld que temos os personagens mais carismáticos e cativantes e o melhor roteiro: nunca alguém conseguiu fazer melhor um programa sobre o nada.
Jerry é metrossexual, maníaco por limpeza, sarcástico, fanático pelo Super Homem, reacionário e detentor de uma vida amorosa fracassada - não foram poucas as namoradas que ele teve durante a série, e nenhum desses relacionamentos durou muito.
Elaine é cruel, falsa, muito atrapalhada, cheia de idiossincrasias e, acima de tudo, desajustada, comprovando o ponto de vista machista (mas nem por isso menos engraçado) da série.
George é o típico loser - mentiroso (muito, aliás), fracassado, paranóico, complexado (afinal, é baixinho, gordo e careca) e tem uma sexualidade duvidosa, já que nunca se dá bem com as mulheres, é obcecado pelo Hollyfield e trata os amigos homens quase como namorados.
Kramer é simplesmente O CARA. Esquisito ao extremo, louco, faz sucesso com o sexo feminino graças à sua extroversão, excêntrico e com um estilo de vida bem alternativo, já que ignora o mundo yuppie/globalizado, preferindo viver de bicos e trabalhos temporários. Cheio de frases hilárias ("These pretzels are making me thirsty!") e idéias malucas (sutiã para homens, livro que vira mesa, comprar um quilômetro de uma rodovia, etc), ele alegra qualquer um.
Os coadjuvantes são outro destaque da série - quem se esquecerá do Nazista da Sopa, do menino bolha, do advogado maluco e marqueteiro, do carteiro Newman, do tio Leo, entre outros?
Leia aqui um post que eu fiz sobre Seinfeld nos primórdios do blog.
2. Adoro a escrachada Married... With Children. Tão politicamente incorreta como Seinfeld, ela também tem um elenco fantástico.
Al Bundy é um chefe de família entediado, desanimado, fanático por futebol americano, vendedor de sapatos e absolutamente normal (portanto, louco), funcionando como perfeita crítica social. Suas frases são sensacionais - "Só é trapaça quando se é pego", "Fique parada, Peggy - acho que vi um peito", "Se eu quisesse que você soubesse o que estava pensando, eu falaria com você", "Mulheres bonitas nos fazem comprar cerveja, mulheres feias nos fazem beber"...
Peggy é sua esposa. Talvez haja uma palavra perfeita para descrevê-la: perua. Seja nas roupas, no cabelo, nos hobbies ou na personalidade, em tudo ela é uma.
Kelly é a filha loira-burra. Impossível não rir de sua ingenuidade estereotipada. "Bud, eu vou te matar, e depois vou te enterrar vivo!"
Bud é o filho ovelha-negra. Um fiasco com as mulheres, em todos os sentidos. Sempre acontece algo errado que o impede ter ter êxito nessa sua "tarefa".
Destaque para os vizinhos Jefferson e Darcy e também para o personagem mais inteligente de todos - o cão Buck...
3. Agora, um drama - Dawson's Creek. Adoro essa série, considerada por muitos muito melancólica e deprê, mas nem por isso deixa de ser linda. Trama bem construída, vários conflitos, seis ótimas temporadas. Marcante na vida de qualquer um que já assistiu, ela sempre dá uma sensação de nostalgia e lembranças de desilusões amorosas do passado.
Dawson, cinéfilo de carteirinha, é o "eterno amigo" de Joey, a doce, porém irônica "garota pobre, pobre garota". Pacey, às vezes, é imaturo e precipitado, mas sempre foi um cara determinado. Já Jen é a sarcástica e problemática. Seu melhor amigo é o sereno Jack, homossexual assumido.
Dawson's Creek consegue mexer com as emoções de seus telespectadores - é impossível não se emocionar, chorar, refletir ou mesmo rir com os episódios. Ela consegue fugir de todos os clichês que povoam o gênero dos seriados teens, e fala de um jeito muito interessante de coisas que poderiam acontecer a qualquer um de nós, em nossas adolescências.
Leia aqui a resenha que eu fiz do último episódio.

 

Comentários:

 

 

Olá, Kaio. Bem, achei interessante o texto sobre as séries. Married... With Children eu não conheço. Mas vou prestar atenção, pois parece bem bacana. A atriz de Seinfeld voltou ao ar essa semana com a série Old Christine. De novo ela é uma novaiorquina neurótica. Tanta coisa boa pra se ver na TV... Abração!


Sobre o post abaixo, Cidadão Kane é um primor ainda de decupagem. Perceba na primeira cena como a câmera passeia pela casa, atravessa a janela e vai encontrar o pequeno menino brincando com seu trenó na neve. Sem nenhum corte. Que ousadia para a época!


Legal sua descrição dos personagens, mas essa tal Kelly roubou a frase aki do bairro:
"Eu vou te matar até a morte!"
Parecido não?
Ganharei milhões se ganhar a causa desse plágio...


Ué, voltou co raciosimio?

Pra mim as melhores são Friends, The O.C, CSI e Lost. Dawson´s creek é legal, mas eu não me emociono tanto assim vendo não. Hoho ^^

beeijo Kaio ;*


Você náo deve ter visto "Twin Peaks". Muita gente vai dizer que não é comédia, tá. ;-)


Três coisas:
1. Married With Children é legal, só que eu nem sabia que ainda passava na tevê.
2. Eu me decepcionei com o último episódio de Dawnson's Creek :'(, mas realmente, foi bem interessante...
3. Err... Eu nem sou lá muito fã de séries "reais". Prefiro ficar com os 'meus' Simpsons, Mission Hill ou Family Guy. Teve um episódio que Matt Groening fez uma paródia de larânja mecânica, mas isso já é outra história...


Postar um comentário

[ << Home]