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15 fevereiro 2012

Minhas férias so far - 3 a 21/1

Após 1 mês sem postar no blog, vamos recapitular brevemente o que fiz nas últimas seis semanas:

- 3/1: Com alguns dias de atraso, terminei de ler "O Escritor e sua Missão" (Thomas Mann). Agora 2012 começou de verdade para mim!

- 4/1: Finalmente comecei a ler "Em Busca do Tempo Perdido" (Proust). A julgar pelas 10 primeiras páginas, serão livros bem densos, mas instigantes. Até estou ouvindo Claude Debussy para entrar no clima da França da Belle Époque, hehe. (Eu ainda leria um pouco no dia seguinte, mas resolvi interromper por não estar "in the mood" para Proust)

- 6/1: Aniversário do meu irmão do meio, o Fernando. Comi muita pizza no rodízio, hehe. Comecei a reler "Beijar o Céu" (Simon Reynolds), o melhor livro de crítica musical que já li (no caso, a 1ª vez foi em novembro de 2008). A entrevista com o Morrissey ficou excelente!

- 7/1: A coletânea do Radiohead que comprei na Leitura conseguiu um feito notável: comecei a gostar de "Street Spirit (Fade Out)"! O bom é que esse best of tem 6 das 12 músicas do "The Bends", tornando desnecessário que eu o compre também.

- 8/1: No fim da tarde, eu, minha mãe e o Aderson (irmão caçula) fomos ao cinema. Eles assistiram ao filme "Alvin e os Esquilos 3" e eu, "Agamenon". O humor é tipicamente Casseta & Planeta, com piadas, baixarias e trocadilhos tão infames que fazem rir, mas ainda assim gostei.

Enquanto esperava os dois, dei uma passada na Saraiva, onde por acaso reencontrei, após 4 anos, o meu ex-professor de Redação. Fui bem legal bater um papo com ele!

- 9/1: Fui à "otorrino" para ela avaliar se meu ouvido estava infeccionado. Desde que ela jogou um "water gun" na minha orelha ela melhorou bastante ("it's super effective", haha!); o zumbido e o som abafafo já pararam.

- 10/1: Como não estava com pique para ler Proust, resolvi voltar, um ano depois, aos "Ensaios" de Montaigne (tinha parado na metade do livro II).

- 12/1: No ônibus que me levaria a Brasília, fiquei escrevendo no meu bloco de notas para passar o tempo. Eis um trecho:

"No fundo só vim para Brasília para fugir do tédio que estava sendo ficar em Goiânia. Ontem, por exemplo, dormi de manhã, fiquei vendo "Californication" (5 episódios, o que mostra quão 'bored' eu estava), li um pouco de Montaigne, brinquei com o Aderson...

É como eu costumo dizer: não é a minha família que é chata (pelo contrário, eles são ótimos! [...] Agradeço pelo fato de pertencer a uma família tão boa), sou eu que sou enjoado. Aprecio demais a solidão, e quando me canso até dela é melhor estar na cidade em que moram meus amigos e onde há festas nas quais quero (e posso) ir do que em uma [cidade] na qual não tenho muita opções senão ficar em casa ou, no máximo, visitar algum parente ou o Gino.

Liberdade e varidade de opções do que fazer: eis tudo o que quero! [...]

Mudemos [...] de assunto: se 2011 foi um deliberado revival de 2005, o que será 2012?

1) Um ano totalmente inédito e paradigmático (assim como, p.ex., 2008)?

2) Um revival de 2006, com toda aquela melancolia e inércia existencial, mas com um final feliz?

3) Uma repetição de 2010, que só pelos primeiros meses já garantiu o troféu de um dos melhores anos de minha vida? (Embora o final tenha sido meio ruim)

Como vou morar em outra cidade e ainda por cima iniciar o mestrado, acredito que o cenário 1 é o mais provável."

Vejam só que sorte a minha: depois de "almoçar" no Bob's da rodoviária, resolvi dar uma passada na livraria Dom Quixote que há por lá. Qual não foi a minha surpresa quando encontrei, por apenas 10 reais, o livro "Beijar o Céu"! Comprei-o sem titubear para dar de presente (de Natal atrasado, I suppose) para a amiga que iria me hospedar. Acredito que ela vá gostar, afinal várias das bandas que aparecem nos ensaios e resenhas do Simon Reynolds (Radiohead, The Smiths, Joy Division, Nirvana...) estão entre as preferidas dela.

Passei à tarde na UnB e resolvi o resto da burocracia que faltava para eu me formar. Peguei o "nada consta" na biblioteca, gravei e entreguei o CD da monografia, tirei xerox da quitação eleitoral e do certificado de reservista, preenchi um formulário de um órgão da Reitoria cuja sigla nem me lembro mais... Ufa! Agora é só colar grau, daqui a 2 meses.
Ainda aproveitei para pegar minhas menções no IPOL (afinal, o MatrículaWeb dá "acesso negado" para formandos). Good news: tirei SS em 5 das 6 matérias que fiz no meu último semestre, além de um já esperado MS em Estética. IRA final: 4,81!

A partir daquela noite - e até dia 18 - fiquei hospedado na casa de uma amiga minha. Nós e um amigo dela de Anápolis vimos o filme "A Pele que Habito" - um suspense dos bons, diga-se de passagem. A transformação (em alguns casos literal, hehe) pela qual alguns personagens passa é bem intensa.

- 13/1: Dentre os DVDs da minha amiga achei "O Prólogo do Céu"! É claro que resolvi vê-lo, afinal já fazia um bom tempo desde que o assisti e não me lembrava muito bem da trama. De fato o roteiro é meio confuso, mas as lutas são eletrizantes, o tom mais filosófico é pertinente e a parte técnica (animação e dublagem) ficou impecável.

À tarde, depois de almoçar e dar uma passada na UnB para usar a internet, assisti a um ótimo show do Radiohead na Alemanha, em 2001. Em seguida vi a Sessão da Tarde ("Escola de Super Heróis"). O Thiago me ligou, e marcamos de nos encontrar para bater um papo no café Senhoritas, às 18h.

Lá pelas 21h30, quando voltei para o apto. da Luana vi outro filme (!), "The Last Days", de Gus van Sant, inspirado no (fim da) vida de Kurt Cobain. A película tem aquele jeito "quieto" (ou, para ser chique, "minimalista") que é típico do van Sant, e o fato de estar sem legendas (o controle do DVD estava sem pilhas) só tornou ele ainda mais soporífero. Foi difícil aguentar vê-lo até o fim! E nem o achei melhor que "Elephant"...

- 14/1: Após passar a manhã inteira assistindo à Saga de Poseidon e ouvindo e lendo sobre Nirvana ("Nevermind" + "MTV Unplugged" + "From the Muddy Banks of the Wishkah" e "Mais Pesado que o Céu", respectivamente), escrevi no meu bloco de anotações (ao som de "Bandwagonesque", do Teenage Fanclub) e fui à LAN House checar meus e-mails e Facebook. Descobri que haveria uma reunião do DCE dentro de alguns minutos (eram 12h37, e ela começava às 13h!).

Como sempre, a reunião foi longa, mas foi bom reencontrar o pessoal da Aliança pela Liberdade. Depois da reunião fui ao Pátio Brasil, onde tomei um milk shake e comprei os ingressos (meu, do Fernando, do meu amigo Gino e da namorada dele, Rayssa) para o show do Fatboy Slim.

À noite fui à Live Sessions (a.k.a. "Play de sábado"). Curti o show repleto de covers do Rebel Shot Party (rolou Metric, MGMT, Le Tigre...) e as discotecagens foram muito boas, mas não gostei tanto do Rock Rocket. Também acho que tocaram Strokes e Arctic Monkeys em excesso... Infelizmente a festa não lotou, mas a vantagem é que pude dançar mais livremente, sem esbarrar tanto nas pessoas. Adoro quando posso ser o "king of the dancefloor", haha!

- 15/1: Depois que acordei e tomei café fiquei lendo o "Almanaque do Rock" (Kid Vinil), ao som de alguns CDs (Libertines, Doors, Beatles) e DVDs (Smashing Pumpkins, Who). À tarde almocei (embora já fossem umas 4 da tarde, rs) no Giraffa's. A Luana chegou à noite; pouco depois, eu, ela e dois amigos fomos jantar na pizzaria Alfredo's.

- 16/1: À tarde terminei de ler o Livro II dos "Ensaios" de Montaigne (agora só falta o III) e já comecei um do Anatole France que comprei por apenas 10 reais na Leitura do Pátio Brasil, chamado "O Crime de Sylvestre Bonnard". É uma obra com um estilo realmente límpido, claro e elegante, mesmo que pouco "intelectual" ou profundo. Ainda no Pátio mudei o plano do meu celular (agora é Claro Controle 35).

- 17/1: Ao contrário dos cinco dias anteriores, esta terça foi bem internética, pois finalmente meu notebook captou o sinal do wi-fi que a Luana usa! Neste dia também gravei uma coletânea com Friendly Fires, Two Door Cinema Club e Friendly Fires. À noite eu e uns quatro amigos(as) dela fomos para o bar, onde aproveitamos para jantar; só voltamos para o apartamento quando era uma da manhã.

- 18/1: Como a irmã da Luana chegaria em Brasília ainda naquela quarta, resolvi ir para a minha ex-kitnet; além do mais, o Gino e os demais chegariam em breve. Antes de ir embora, aproveitei para lavar toda a louça - afinal não sou um hóspede folgado, né?

À noite reencontrei o pessoal no Balaio, na festa Toranja. Tocaram muitos clássicos, então novamente me diverti bastante. Também reencontrei alguns amigos de UnB.

- 19/1: Passei boa parte do dia revendo episódios da 5ª temporada de Skins, afinal a 6ª começaria no dia 23.

- 20/1: Gino, Fernando e Rayssa chegaram! Fomos ao show do Fatboy Slim, que foi muito bom. Duas horas de "non-stop dancing"! Como o Marina Hall é muito abafado, fiquei completamente suado, mas pelo menos dessa vez não desmaiei de sede, rs.

- 21/1: Almoçamos no Burguer King do Brasília Shopping, onde tomei o melhor sundae de chocolate da minha vida. À noite eles foram para um churrasco no Lago Norte e me deixaram numa festa na Cult 22. É como se tivessem stalkeado meu Last.FM, pois praticamente só tocaram músicas de minhas bandas favoritas! Foi uma boa maneira de me despedir de Brasília, já que no dia seguinte voltaríamos para Goiânia.

 

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