Thinking about me
Musicalmente, estou há anos-luz do rótulo de indie, alternativo-nostálgico, ou shoegazer. Ando ouvindo muita coisa, e, apesar de ainda estar bem longe de ser eclético, estou mais com a mente, digo, com o ouvido mais "aberto a novas sonoridades".
Na política, estou bem desligado das malditas ideologias. O mesmo sujeito que jurava ser esquerdista / social-democrata até agosto do ano passado e libertário de direita no início desse ano está há uns quatro meses tão neutro quanto um sal. Por um lado, isso demonstra uma profunda desilusão, resultado de um desgaste na tentativa de achar a corrente política que mais atendesse aos meus interesses e posturas filosóficas. Entretanto, é uma prova de que eu passei a ter uma liberdade de pensamento bem maior, ao ponto de não precisar de doutrinas.
Quanto à religião, permaneci meio cético, mas, nos últimos tempos, abandonei a bandeira do ateísmo. Estou farto de negações. A idéia de um Deus psíquico, fruto de uma metafísica não-personificada (pleonasmo intencional) me soa mais lúcida. Agnóstico, portanto? Não! Para quê termos bobos e simplistas para uma coisa tão complexa quanto Deus?
Até na literatura eu me cansei de certos autores. Há tempos que eu não leio Nietzsche, Schopenhauer, Orwell, Dostoiévski ou Huxley. Atualmente, estou lendo "A Controvérsia", de Jean-Claude Carrière, em um ritmo bem lento, até porque eu ando gastando meu tempo livre com televisão e videogames.
Enfim, esse post foi mais uma explícita demonstração de que eu estou desanimado, e a perda dessas identificações e rótulos era uma conseqüência natural disso. É nessas horas que eu queria ser católico, petista, gótico ou mesmo metaleiro - garanto que eu seria menos rabugento e me contentaria com pouco ou quase nada.
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