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Kaio

 

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04 novembro 2015

Do Leblon ao Centro

Deixo para contar no próximo post as coisas que fiz em Agosto e Setembro. Também fica para a próxima contar do show dos Los Hermanos (e do Pato Fu) em que fui de última hora, no domingo passado.
Vou contar como foram meus dois últimos dias, para resgatar uma tradição do blog, quebrando assim a "hegemonia" das retrospectivas mensais que eu andava fazendo por aqui. Resisti à tentação de fazer tweets, pois sinto que preciso escrever mais, não posso me restringir à concisão do Twitter.

Ontem fui à Travessa do Leblon para o lançamento de A Poeira da Glória (Martim Vasques da Cunha). O bate-papo com o autor foi muito bom; gostei de ver que ele usou Mario Vieira de Mello como inspiração teórica (inclusive para sua análise sobre Machado de Assis), e o capítulo do livro dele sobre José Guilherme Merquior ("O Príncipe dos Sonâmbulos", pp. 548-560) é controverso (ele questiona o excessivo racionalismo de Merquior), mas instigante. A palestra me permitiu entender melhor o pano de fundo das críticas dele ao José Guilherme e ao Machado. Depois da noite de autógrafos, Alex, Flávio, Martim, eu e os demais fomos para o pub Escondido, em Copacabana. A conversa se prolongou até uma da manhã.
Antes do lançamento fiquei mais de uma hora na livraria procurando CDs e livros. Acabei comprando, além de A Poeira da Glória, uma coletânea dupla do R.E.M. (Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage: 1982–2011) que eu queria adquirir há tempos, mas estava esperando achar em um preço razoável.

Hoje de manhã fui à UERJ entregar um formulário no departamento de Extensão, e depois peguei um metrô até a Cinelândia. A "comeback reunion" do laboratório de História e Literatura, que aconteceria às 16h no IFCS (obs.: o autor que leremos neste novo ciclo é Lionel Trilling!), foi o pretexto para que eu fizesse minha excursão mensal pelos sebos e livrarias do Centro. Comecei pela Livraria Cultura, onde comprei o novo disco do New Order (Music Complete) e o primeiro livro do Martim (Crise e Utopia: o dilema de Thomas More) - dei sorte, pois era o último exemplar na loja.
Depois de almoçar no Bob's, fui ao sebo Berinjela, e saí de lá com o CD Brighten the Corners (Pavement) - que tem a minha favorita deles, "Shady Lane" - e o livro Figuras da Inteligência Brasileira (Miguel Reale) - cujo capítulo final é sobre o Merquior. 
A loja ao lado do Berinjela é a tradicional Livraria da Vinci; comprei duas edições da revista Dicta & Contradicta (a 4ª e a 6ª; a propósito, eu já tinha a 2ª, a 3ª, a 8ª e a 9ª) e uma edição em espanhol do ótimo livro Do Bom Selvagem ao Bom Revolucionário (Carlos Rangel); aliás, estou pensando em levá-lo para a próxima aula de Pensamento Social Latino-Americano e perguntar ao professor se ele conhece e/ou o que ele acha do Rangel...
O prédio do IFCS é contíguo às duas lojas do sebo Letra Viva. Ao contrário da última vez em que fui lá, quando comprei A Astúcia da Mímese (Merquior) e 4 CDs (coletâneas de Talking Heads, Ira! e Green Day e o Acústico MTV de Cássia Eller), hoje levei só dois discos: a trilha sonora de 24 Hour Party People (eu já tinha esse álbum, mas havia um defeito no CD quando tocava "She's Lost Control") e Isopor (Pato Fu), que tem uma das minhas prediletas (e, já antecipando o relato do show, foi a que eu mais dancei nele): "Made in Japan".
Por fim, fui ao IFCS e li um pouco, mas depois de estranhar que ninguém do laboratório chegava, fui à secretaria e descobri com uma colega que a reunião havia sido cancelada de última hora... Bom, essa notícia só não foi tão frustrante porque pelo menos o passeio pelas livrarias e sebos valeu a pena!

 

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